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Casa da Cultura

Casa da Cultura de Paraty homenageia José Kleber,
um dos mais emblemáticos artistas da cidade

Publicada em: 28 de maio de 2015

Anualmente homenageado pela Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) – e único autor a dar nome a um espaço de debate da feira –, José Kleber é um artista múltiplo: fez história na literatura, no cinema e na música, tornando-se um dos mais emblemáticos nomes paratienses. Para remontar a trajetória do artista, a Casa da Cultura de Paraty inaugura a exposição “Vertentes de José Kleber” nesta quinta-feira, dia 28. O evento contará também com um sarau e uma mostra de cinema, abrangendo assim todas as atuações do artista.

Objetos pessoais e poemas de José Kleber, que morreu em 1989, foram selecionados por Lucio Cruz, curador da mostra e sobrinho do poeta. “É uma honra e uma grande responsabilidade contar essa história”, afirma Lucio. Entre as peças expostas estão objetos pessoais, livros, fotos, poemas e cartas trocadas entre Zé Kleber e a Mãe.

Além da exposição, a Casa da Cultura de Paraty promove também o evento “Salve Zé”, conduzido pela banda Orquestra Popular de Paraty, que apresentará músicas de Zé Kleber com novos arranjos.

Os filmes de que José Kleber participou farão parte de uma retrospectiva organizada pelo cineasta Luis Carlos Lacerda. Entre os longas da mostra, está “Azyllo muito louco”, último filme da atriz Leila Diniz. Os filmes “O sereno desespero” (1972) e “Briga de galos” (1978) também serão exibidos.
Sobre José Kleber
José Kleber Martins Cruz nasceu em 1932 na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. Após passar parte da infância e juventude em outras cidades, formou-se advogado e voltou a Paraty, ocupando por algum tempo a função de promotor público.

Em 1964, com a instalação do governo militar, José Kleber foi perseguido por suas ideias. Desiludido com a política, abriu um bar em Paraty, chamado Valhacouto, tornando-se um boêmio inveterado, o que lhe proporcionou encontros com grandes nomes da literatura, do cinema e das artes plásticas que frequentavam a cidade na época. Desses encontros nasceu seu primeiro livro de poemas, “Praia do Sono”, em que destaca a bucólica Paraty que conheceu.

Participou de diversos filmes rodados na cidade, quase todos em sua fazenda na Itatinga, e contracenou até com a atriz Leila Diniz. Por um tempo afastou-se da vida urbana e passou a morar na fazenda, onde reunia os amigos e os “loucos” da época do “faça amor, não faça guerra” e “sexo, drogas e rock and roll”.

De acordo com o historiador paratiense Diuner Mello, José Kleber era fã dos poetas portugueses José Régio e Fernando Pessoa, escrevia poemas e músicas. “O hino extraoficial da Cidade é de sua autoria. Nos carnavais ainda se executam suas marchas-rancho, conhecidas por todos”, conta. Em 1989, José Kleber foi assassinado por um posseiro que se instalou em sua fazenda.
Programação do fim de semana

28/05 – Quinta-feira
20h – Abertura: Tributo “Salve Zé” – ORQUESTRA POPULAR DE PARATY
Inauguração da exposição – de 28/5 a 26/7
Coquetel
29/05 – Sexta-feira
10h – Cineclube Paraty em parceria com a Casa da Cultura de Paraty apresenta: Sessão Especial – Curtas com Zé Kleber
• Documentário “Briga de galos” (1978) – Narração de Zé Kleber
• “O sereno desespero” (1972) – Narrado com poemas de Cecilia Meireles, Zé Kleber interpreta Tiradentes
• “Dor secreta” (1980) – Zé Kleber interpreta Ernesto Nazareth
• “Azyllo Muito Louco” (1970) – Zé Kleber contracena com Leila Diniz
31/05 – Domingo
19h – Tributo a Zé Kleber com exibição de filmes e bate-papo após a sessão com o diretor Luiz Carlos Lacerda, ator e assistente de direção da comédia “Azyllo Muito Louco”.
• “Briga de galos” (1978)
• “Azyllo Muito Louco” (1970)

SERVIÇO
Mostra José Kleber
Exposição, sarau e cinema
De 28 de maio a 26 de julho
Entrada gratuita