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Futura estreia nova temporada de “Revelando os Brasis” no dia 2/9

Publicada em: 23 de agosto de 2016

A partir do dia 2 de setembro (sexta-feira), às 21h30, o Canal Futura estreia a nova temporada do “Revelando os Brasis”, série que traz 20 curtas-metragens escritos, produzidos e dirigidos por moradores de municípios brasileiros de até 20 mil habitantes. Nove professores, quatro jornalistas, dois produtores culturais, um ferroviário aposentado, uma estudante, uma pedreira, um sociólogo e uma vendedora foram selecionados por meio de um concurso, que recebeu mais de 900 inscrições. Naturais de 15 estados brasileiros – Espírito Santo, São Paulo e Paraíba, Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul, Pará, Minas Gerais, Tocantins, Rondônia, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte – os vencedores participaram de oficinas para narrar suas histórias através da linguagem cinematográfica, transformando-as em documentários ou ficções.

Em cada episódio, com duração de 30 minutos cada, a apresentadora Lísia Palombini entrevista os idealizadores das obras. Antes da exibição dos curtas, os cineastas de primeira viagem falam sobre os bastidores das gravações, o processo de produção, o imaginário de quem mora nas comunidades, entre outros assuntos. Além de valorizar o brasileiro e histórias que compõem a diversidade cultural do país, o programa tem por objetivos veicular para todo o território nacional uma produção audiovisual inteiramente produzida por moradores de pequenas cidades brasileiras e apresentar o universo cultural, os anseios e as percepções destas comunidades sobre suas realidades.

 

Rio de Janeiro/RJ

 

O primeiro curta, “A Mãe dos Vaga-lumes”, dirigido pela professora de artes Alcinéia Marcucci, é inspirado em fatos reais e mostra o convívio de uma menina solitária e sua amiga imaginária. Com brincadeiras simples, causos e lendas, a história se move para o universo dos sonhos, buscando encontrar significados para os mistérios da vida.

O programa Revelando os Brasis é uma parceria entre o Canal Futura e o Instituto Marlin Azul, que desenvolve o projeto de mesmo nome com o patrocínio da Petrobras.

 
REVELANDO OS BRASIS
Estreia: 2 de setembro, sexta-feira, 21h30
Exibição: sextas-feiras, 21h30
Reprises: segundas-feiras, às 14h e às 2h
Duração: 30 min
Classificação: livre

 

PROJETO REVELANDO OS BRASIS

Criado em 2004, o Revelando os Brasis tem por objetivo geral promover a inclusão e a formação audiovisuais através do estímulo à produção de filmes. O projeto promove processos de iniciação audiovisual, oferecendo aos moradores das pequenas cidades a possibilidade de contar as suas próprias histórias por meio de filmes que retratem o seu universo simbólico.

O Revelando os Brasis é desenvolvido nas etapas de formação, produção e difusão. Na primeira fase é realizado o Concurso Nacional de Histórias direcionado aos moradores de cidades com até 20 mil habitantes. A quinta edição bateu o recorde de inscrições: foram recebidas 951 histórias de todos os cantos da país. Dos 5.568 municípios brasileiros; 3.924 têm até 20 mil habitantes, de acordo com dados do IBGE (2010). Setenta por cento das cidades do país são contempladas pelo projeto.

A Oficina de Formação Audiovisual, no Rio de Janeiro, é a segunda etapa. Nela, os 20 autores das histórias selecionadas, aprendem, com a orientação de profissionais renomados do cinema, todas as etapas de realização de um filme, incluindo roteiro, produção, direção, som, fotografia, direção de arte, edição, finalização, comunicação e mobilização comunitária.

Na terceira fase, os autores retornam às suas cidades para a filmagem, com recursos e o acompanhamento técnico do projeto. Por meio de um processo de mobilização, familiares, vizinhos, amigos e artistas locais são estimulados a integrar as equipes, desempenhando funções artísticas, técnicas e de apoio.

A quarta etapa é marcada pelo Circuito Nacional de Exibição. As obras são apresentadas em sessões abertas e gratuitas nas cidades selecionadas e nas capitais dos estados envolvidos. A maratona de exibição da quinta edição começou no dia 22 de outubro e prosseguiu até 03 de dezembro do ano passado, totalizando 34 sessões e reunindo, ao todo, 12 mil espectadores.

Para completar o processo de difusão, todas as obras, reunidas em um box de DVDs contendo ainda o making of do projeto, são distribuídas para cinematecas, escolas públicas, universidades, pontos de culturas, cineclubes e órgãos públicos ligados à educação e à cultura de todo o Brasil.

Os filmes são ainda exibidos em mostras e festivais nacionais e internacionais. Desde a criação do projeto, há doze anos, foram realizadas 180 obras audiovisuais dirigidas por moradores de pequenas cidades.

 

SAIBA MAIS SOBRE OS CURTAS

A MÃE DOS VAGALUMES
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a professora de artes Alcinéia Marcucci, diretora do curta “A Mãe dos Vagalumes”. O filme é inspirado em fatos reais e mostra o convívio de uma menina solitária e sua amiga imaginária. Com brincadeiras simples, causos e lendas, a história se move para o universo dos sonhos, buscando encontrar significados para os mistérios da vida.

AMOR E RENÚNICA
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a professora Benedita Benilda de Souza, diretora do curta “Amor e Renúncia”. Baseado em fatos reais, o filme conta a história de um romance proibido entre um padre e uma menina índia que aconteceu em meados do século XVII, dando início ao processo de formação da cidade de Aiuaba, no estado do Ceará.

AS BENZEDEIRAS DO AZEITÃO
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o sociólogo Reinaldo Moraes Guimarães, que dirigiu o curta “As Benzedeiras do Azeitão”. O documentário conta a história de mulheres e homens que, inspirados pela tradição e devoção, alimentados pela fé em Deus e com a intercessão dos santos, guardam um conhecimento passado de geração em geração, na pequena cidade de São Domingos do Azeitão, no Maranhão.

AS LAVADEIRAS: O VIVER DAS ÁGUAS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a professora Ana Beatriz Barbosa Ferreira, que dirigiu o curta “As Lavadeiras: o viver das águas”. O filme mostra a importância da água para a vida do município de Arroio do Sal, no Rio Grande do Sul. A lavagem das roupas dos moradores e veranistas tornou-se referência na memória coletiva da comunidade, transformando-se num patrimônio imaterial.

O TREM FANTASMA E A VIOLA DE COCHO
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o ferroviário aposentado Sebastiao de Souza Brandão, que dirigiu o curta “O Trem Fantasma e a Viola de Cocho”. O documentário mostra o reencontro, as lembranças e a memória afetiva de ex-ferroviários que trabalharam na construção da linha férrea de Ladário, no Mato Grosso do Sul, e viveram muitas histórias fantásticas.

QUANDO BATEM AS SEIS HORAS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a jornalista Mikaely de Souza Batista, que dirigiu o curta “Quando Batem as Seis Horas”. O filme é uma mistura de drama e documentário e detalha a importância do rádio, em pleno século XXI, na vida de uma mulher solitária, que vive na zona rural de Aparecida, município da Paraíba.

VIDAS, SAUDOSAS LEMBRANÇAS…
A apresentadora Lisia Palombini conversa com produtor cultural Luciano Guimarães de Freitas, que dirigiu o curta “Vidas, Saudosas Lembranças…”. Em seu documentário, Luciano afirma que no infinito espaço entre o nascer e o morrer vive um traço particular de experiências e emoções. A morte traz a dor que, com o tempo, acaba por se abrandar, permitindo viver a saudade e as lembranças.

OS SONÂMBULOS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a estudante de pedagogia Renata Loureiro da Silva, que dirigiu o curta “Os Sonâmbulos”. O filme conta história de dois meninos que, no silêncio das noites amazônicas, quebraram a rotina e despertaram o sossego e protagonizaram um estranho caso de sonambulismo no munícipio de Santarém Novo, Pará.

AFOGADOS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a estudante Ana Paula Rocha, que dirigiu o curta “Afogados”. O documentário reúne relatos de moradores de Palmeiras, na Bahia, que relacionam a decadência do garimpo da região ao alto consumo de bebidas alcoólicas na comunidade.

RECOMENDAÇÃO DAS ALMAS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o professor José Sebastião Cocharski, que dirigiu o curta “Recomendação das almas”. O documentário apresenta uma antiga tradição de Irineópolis, em Santa Catarina: um grupo de pessoas da zona rural sai à noite, durante a quaresma, visitando as famílias da comunidade, cantando uma oração, acompanhada por um instrumento rústico de madeira chamado “Matraca”.

DONA GINU
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o professor Fabiano Silva Ferreira, que dirigiu o curta “Dona Ginu”. O documentário é sobre uma contadora de histórias, considerada patrimônio histórico-cultural de Uruburetama, no Ceará. Dona Ginu é uma senhora que reconhece suas origens e irradia alegria.

VINILLIS FRUTIFERIS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o jornalista Victorhugo Passabon Amorim, que dirigiu o curta “Vinillis Frutiferis”. O filme conta a história de um jornalista que vai ao interior do Espírito Santo conhecer a Vinillis Frutiferis: uma árvore cujos frutos são discos de vinil e que precisa que os beija-flores, com seus bicos, toquem a música. Num jogo entre a realidade e a fantasia, descobrimos as histórias e as relações dos moradores que preservam essa espécie até hoje.

MULHER GUERREIRA
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a pedreira Carlúcia de Melo Soares, que dirigiu o curta “Mulher Guerreira”. O filme conta a história da diretora, uma descendente quilombola que não desistiu diante das dificuldades, estudando, aprendendo a profissão de pedreira e conquistando sonhos s no município de Arraias, no Tocantins.

ABOIO, A POESIA DO VAQUEIRO
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o jornalista Tárcio Araújo, que dirigiu o curta “Aboio, a poesia do vaqueiro”. Com ênfase no aboio, a cantoria típica dos vaqueiros, a história do documentário revela as nuances do cotidiano, lendas, relações sociais e o imaginário que norteiam as tradições dos chamados heróis do sertão.

SIMPLESMENTE LÚCIA
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a professora Luzia de Queiroz Cassiano, que dirigiu o curta “Simplesmente Lúcia”. O filme conta a história de uma mulher de 80 anos que tem na memória poemas e cantigas que são para ela pedaços de vidas vividas: tristes, alegres, patrióticos e críticos de amor. Lúcia brinca com as palavras e sentimentos do cotidiano no município de Douradina, no Paraná.

MISTÉRIOS NO BAIRRO JAPÃO
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o professor Pedro Dias Teixeira, que dirigiu o curta “Mistérios no Bairro Japão”. O filme conta a história de Dona Antônia, uma senhora que leva seus netos para visitar a fazenda onde nasceu, e conta as histórias fantásticas acontecidas com sua família, envolvendo seu pai e o senhor Pedro Maria, um curandeiro conhecido na região de Brazópolis, Minas Gerais.

SOBROU PRA NÓS
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o produtor cultural Augusto César dos Santos, que dirigiu o curta “Sobrou pra Nós”. O filme conta a história de Nildo e Vivi, um casal feliz. Eles saíam para comer fora aos domingos, viajavam uma vez ou outra e levavam a vida com satisfação, até que surge um homem elegante e convincente na casa do casal.

A TROCA
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a vendedora Joelma Silva Ferreira, que dirigiu o curta “A Troca”. O filme é baseado em fatos reais e conta a história da passagem de uma tribo indígena pelo acampamento de seringueiros no município de Candeias do Jamari, Rondônia. Na ocasião, crianças do município fazem uma troca com os índios: a irmã mais nova por um papagaio.

SONHO NOVO
A apresentadora Lisia Palombini conversa com a professora Sandra Oliveira Buriti, que dirigiu o curta “Sonho Novo”. O filme conta a história do jovem Romário que vive na região do Curimataú paraibano e sonha em ser universitário, mas a seca o obriga a procurar emprego em outro Estado. O inesperado acontece quando a pequena Natinha dorme: seus sonhos mudam completamente a viagem dos dois.

JAPURÁ, O POVO QUE VIROU AÇÚCAR
A apresentadora Lisia Palombini conversa com o jornalista Geraldo Bellinelo, que dirigiu o curta “Japurá, o Povo que Virou Açúcar”. O documentário conta a história de Japurá, que amarga há muitos anos a fama de vilarejo fantasma. A progressista vila de outrora deu lugar a extensas plantações de cana-de-açúcar, restando apenas a antiga estação ferroviária, a cadeia velha, a capela e dispersas casas com seus poucos moradores, suas histórias e lembranças.