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Futura promove Cineclube em Paraty

Publicada em: 21 de junho de 2016

Entre os dias 26 de junho e 3 de julho, o Canal Futura fará a primeira ocupação da Casa da Música, espaço de educação musical integrado à Casa da Cultura em Paraty. O Canal, que concilia a programação da tela da TV com ações de mobilização extramuros, vai promover um Cineclube voltado para educadores, estudantes e moradores da região, com conteúdos que abordam direitos dos povos indígenas, novas questões de gênero e seus desafios, conflitos de origem ética e racial, dentre outros. A entrada é gratuita.

A programação será aberta no domingo, 26, com a exibição especial do filme “Não saia hoje”, vencedor do 6º pitching Futura – iniciativa que seleciona, todos os anos, um projeto para realização de um documentário que trate de temas provocadores, com abordagens inusitadas. Ao longo da semana, serão realizadas mostras temáticas seguidas de rodas de conversa, das 16h às 22h.

Cineclube Futura

“Na mostra que organizamos para o Cineclube Futura, convidamos a população das comunidades de Paraty e das cidades vizinhas para conversar sobre alguns dos temas que mais têm mobilizado nossa sociedade atualmente”, conta o gerente adjunto do Canal Futura, João Alegria, que também é responsável pela curadoria das mostras. “A ocupação da Casa da Música é muito simbólica para o Futura. Este novo espaço na cidade, assim como a própria Casa da Cultura, valoriza as raízes culturais da região e está alinhado à proposta do Futura de ampliar o acesso do público à educação e cultura”, completa.

Entre os títulos que serão exibidos, também estão outros filmes produzidos pelo Futura, como “Levante!”, sobre o papel das novas tecnologias na mobilização em torno de causas sociais; “Escola das Águas”, gravado no Pantanal durante o isolamento causado pela cheia dos rios; e “Armados”, sobre o uso e legislação de armas de fogo no Brasil.

Casa da Música
Inaugurada no último dia 17, a Casa da Música é um ambiente dedicado à educação musical integrado à Casa da Cultura de Paraty, no Centro Histórico. Instalada em um imóvel tombado, completamente restaurado e internamente adaptado, abrigará cursos livres e regulares e funcionará como sede da Banda Santa Cecília, mais tradicional da cidade, fundada em 1954. Leia mais aqui.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

26/6 – DOMINGO
• 18h – Sessão especial de abertura
 “Não saia hoje”, de Susanna Lira – É um conselho que várias mães disseram aos seus filhos em maio de 2006. Infelizmente, muitos deles tiveram que sair de casa e elas não puderam protegê-los dos chamados Crimes de Maio, quando cerca de 600 jovens foram assassinados em São Paulo. O filme constrói uma narrativa poética acerca da jornada das Mães de Maio, que lideradas por Débora Silva, transformaram o luto em luta, o sofrimento em esperança, a dor em reação.

27/6 – SEGUNDA-FEIRA
• 16h – Territórios em Trânsito I
 “Terceira Margem do Rio Unini”, de Éster Marçar Fér – Em 1980, ainda durante a ditadura militar, o governo federal criou o Parque Nacional do Jaú, no coração da Amazônia, em uma área de altíssima biodiversidade. No entanto, espalhadas pela mata e pelos rios da região viviam ali centenas de famílias. Eram filhos e filhas de seringueiros que sobreviviam há décadas do extrativismo da floresta. Localizado no limite norte do Parque, o Rio Unini se tornou palco de um movimento de mobilização em torno da permanência dessas populações na floresta.

 “Kagwahiva – Pelos Caminhos dos Parintintin”, de Davilson Brasileiro – Segundo a recente atualização do ATLAS DA UNESCO 2011, no Brasil existem cerca de 30 a 40 Culturas e Línguas Indígenas, que estão em risco de desaparecer. Uma delas está na tribo PARINTINTIN, que vive numa Reserva no Sul do Amazonas entre os Rios Madeira e Tapajós. Conheça o esforço dessa tribo pela valorização de suas tradições e a preservação da oralidade indígena.

• 18h – Africanidades II
 “Ladrões de Marabaixo”, de Bel Bechara e Sandro Serpa – Documentário sobre o Ladrão de Marabaixo, uma forma musical do povo negro Amapaense contar sua história. Sob o som da caixa de marabaixo, moradores do Quilombo do Curiaú, de Mazagão Velho e dos bairros Favela e Laguinho, de Macapá, cantam versos que “roubam” histórias da realidade, misturando referências religiosas, fatos reais e inventados, críticas bem humoradas e poesia.

 “Coroas”, de Isaac Donato e Marília Cunha – Na maré baixa, pés no mangue. Na maré alta, muito samba no pé. O documentário “Coroas” retrata o cotidiano das marisqueiras e pescadores da terceira idade. O filme revela as tradições orais da cultura popular, através do “Voa Voa Maria”, grupo de samba de roda da Ilha de Vera Cruz, na Bahia.

• 20h – Sessão da Noite
 “Levante!”, de Susanna Lira e Barney Lankester-Owen – O filme de 52 minutos foi feito de forma colaborativa com Faixa de Gaza, Hong Kong, México e Brasil. Cada história mostra um documento audiovisual de um grupo local que utiliza a tecnologia para se expressar diante dos problemas sociais de seu país. Produzidos com celulares, drones ou tablets os registros pessoais revelam muito mais do que as câmeras convencionais seriam capazes de mostrar. Traduzem como a tecnologia é uma ferramenta poderosa de conhecimento, inovação e transformação do mundo.

28/6 – TERÇA-FEIRA
• 16h – Universo Particular I
 “Relatos da Segunda Guerra”, de Vicente Ferraz – Sr. José Cândido, 92 anos, natural do interior de Sergipe, pertenceu ao Batalhão Sampaio que lutou na tomada do Monte Castelo no rigoroso inverno de 1944-45. Candinho como é conhecido, relata sobre as tentativas de conquistar a montanha. Na primeira, apesar de sobreviver, viu morrer vários de seus companheiros. Na última, a vitoriosa, conta com emoção da conquista e a tristeza ao encontrar os corpos dos caídos em combate.

 “Não Esqueça de Mim”, de Ana Júlia Isse – A doença de Alzheimer sob o olhar de quem cuida. A história de amor de Gino Ferri, de 90 anos. Ao descobrir que a esposa, Wanda, estava esquecendo os momentos vividos juntos, em decorrência do Alzheimer, Gino volta às lembranças desde a década de 1930, quando os dois se conheceram, e escreve um livro sobre as memórias de vida do casal. Entre fotografias antigas e poesia, o escritor fala sobre a convivência com a doença e os cuidados que tem com a esposa.

• 18h – Universo Particular II
 “Os Boias-Frias do Futebol”, de Luciano Pérez Fernández – Atrasos de salários; jogadores que não recebem, outros que pagam para jogar; promessas não cumpridas; jornadas duplas ou triplas para complementar a renda familiar; falta de estrutura; contratos curtos de trabalho; ausência de calendário anual. Essas são algumas das dificuldades e obstáculos da dura realidade do mercado de trabalho dos atletas da base da pirâmide do futebol brasileiro. “Os boias-frias do futebol”.

 “Escute”, de Manoela Meyer S. de Freitas – A experiência de um cego que é cineasta. O casal com deficiência visual que não vê qualquer impedimento para deixar de frequentar salas de cinema. A sensibilidade para sonorizar filmes sem enxergar. Este é um documentário sobre percepções de pessoas com deficiência visual a respeito de estética, imaginação e sentimentos no cinema.

 “Meu Pai: O Almirante Negro”, de Chico Santos e Rafael Mellim – O curta-metragem acompanha Adalberto Cândido, ou Candinho, filho temporão de João, no trajeto que faz de sua casa em São João do Meriti, distrito periférico, até seu trabalho na zona central do Rio. Hoje, caminhar ao lado de Candinho é desvelar os passos dos marinheiros que ousaram lutar e nos ensinaram a enfrentar as formas de opressão colocadas no presente.

• 20h – Sessão da Noite
 “Armados” – O Brasil está entre os países onde mais se mata e morre por armas de fogo, é o que revela o estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O documentário faz uma análise sobre o papel das armas na sociedade brasileira e o seu protagonismo no quadro de violência dos grandes centros urbanos.

29/6 – QUARTA-FEIRA
• 16h – Africanidades I
 “Guardas da Fé”, de Rute de Santa Ana Silva e Regilane Maria Dias – Este documentário mostra como as Guardas do Congado da Comunidade Quilombola de Sapé, em Brumadinho (MG), fazem para preservar a tradição e memória quilombola em suas manifestações culturais. “Guardas da Fé: tradição e memória quilombola” foi construído com integrantes das Guardas de Congo e Moçambique, entrevistados durante os festejos ocorridos na Comunidade em 2014.

 “Viva Nossa Senhora do Rosário”, de Fernanda Vidigal – Anualmente realiza-se na cidade de Minas Novas/MG, no período de 14 a 25 de Junho, a Festa do Rosário que consagra o ano de trabalhos religiosos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas. A Festa bicentenária é uma profusão da diversidade sócio-cultural-religiosa composta de inúmeras celebrações e ricas manifestações folclóricas e artísticas reunindo diversos grupos atuantes na sociedade local.

• 18h – Territórios em Trânsito II
 “Apátridas”, de Susanna Lira – Apátridas são pessoas que não têm a cidadania de nenhum país. Para eles, a palavra “raízes” tem um sabor amargo e seguem na busca de um lugar para chamar de casa. Maha Jean Mamo, uma jovem de 27 anos, é apátrida e se mudou do Líbano para o Brasil para tentar finalmente ser reconhecida como uma cidadã pela primeira vez em sua vida.

 “SP Creole”, de Pamela Passarella – O documentário SP Creole acompanha a vida dos haitianos no Brasil e as batalhas para conseguir viver na capital paulista. Extorsão, roubo, furto, fome, sede, noites mal dormidas… Ao sair do país de origem em busca de trabalho no Brasil, grande parte dos haitianos sonhava com uma vida mais tranquila, mas poucos chegaram lá.

 “Camarada Juan”, de Juliana Borges – Juan Melquíades Delgado é um dos 11.000 cubanos que desembarcaram no Brasil para integrarem o programa Mais Médicos, do Governo Federal. Hostilizado na chegada ao aeroporto de Fortaleza, ele hoje trabalha como médico de família num pequeno posto de saúde indígena em Zé Doca, nordeste do Maranhão, onde faltam recursos e estrutura.

 “Rabidanti” – Entre Cabo Verde e Brasil, as rabidantes produzem um movimento de intercâmbio econômico e cultural, graças à atividade que exercem: o comércio transatlântico de produtos. Georgina é uma rabidante de sucesso. Apesar da infância pobre e do difícil começo, hoje possui quatro lojas na Ilha de Santiago, onde está Praia, a capital de Cabo Verde.

• 20h – Sessão da Noite
 “Não saia hoje”

30/6 – QUINTA-FEIRA
• 16h – Territórios em Trânsito II
 “Apátridas”
 “SP Creole”
 “Camarada Juan”
 “Rabidanti”

• 18h – Novas questões de gênero
 “Mini Pavilhão E”, de Alexandre Macedo, Janaína Welle e João Correia Filho – O documentário Mini-Pavilhão E retrata o cotidiano e as histórias de vida dos reeducandos de um pavilhão criado para abrigar homossexuais, travestis e transexuais do presídio masculino de Igarassu, na região metropolitana do Recife/PE. Vítimas de torturas, maus tratos, violência sexual e moral, eles narram a luta junto aos órgãos de Direitos Humanos e do Sistema Prisional.

 “As Minas do Rap”, de Juliana Vicente – No Brasil, as mulheres tardaram a entrar no cenário do rap, e até hoje são raros os grupos ou artistas individuais que alcançaram destaque em suas carreiras. O documentário entrevista mulheres ligadas ao hip hop, abordando o histórico feminino dentro do movimento e dando voz a artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká.

 “Onde o Estado é Mãe”, de Eliza Capai – O documentário tenta entender a legislação sobre aborto e o que ela muda na realidade das mulheres. Conversamos com uma mulher que abortou antes da lei, uma que abortou durante a nova lei, uma feminista das antigas, e uma jovem feminista do movimento que ajudou a unir vários grupos e dar força para a aprovação da lei.

• 20h – Sessão da Noite
 “Escola das Águas” – Vencedor do 4° pitching DOC Futura, o documentário “Escola das Águas: o desafio pantaneiro” busca entender as adaptações de uma escola ao modo de vida dos habitantes do Pantanal, seus costumes e folclores. A partir do cotidiano dos professores e alunos da Escola Fazenda Santa Mônica, situada a 488 quilômetros de Corumbá (MS), é apresentado um amplo retrato das condições de vida da região.

1/7 – SEXTA-FEIRA
• 16h – Universo Particular II
 “Os Boias Frias do Futebol”
 “Escute”
 “Meu Pai: O Almirante Negro”

• 18h – Velho Mundo Novo
 “Santeros”, de Rafael Mazza – Santeros é uma reportagem documental sobre a fé, um sentimento de absoluta certeza em algo que não se pode ver ou tocar.Conheça El Rincón, um lugarejo na região sul de Havana onde se encontram milhares de fiéis e pagadores de promessa peregrinando, para participar do maior evento religioso do último país comunista no mundo.

 “Siraj”, de Marcelo Takeshi e Naum Simão – “Siraj” foi realizado com a intenção de apresentar um dos aspectos da diáspora africana contemporânea para o Brasil: a religião muçulmana. Concentrado na Mesquita Bilal Al Habashi, no centro da cidade de São Paulo, a proposta baseia-se na unificação de indivíduos de diversas nações a partir da oração diária como um cultivo da cultura religiosa, da iluminação de si mesmo e de fortalecimento da comunidade no país.

 “Daguestão: a república que desafia a Rússia”, de Marina Darmaros e Wissam Moukayed – Um atentado a bomba na Maratona de Boston chamou a atenção do mundo para o Cáucaso do Norte, região separatista da Rússia de onde eram provenientes os responsáveis pelo ataque. Quem são e o que querem os habitantes de repúblicas russas caucasianas, que mantêm movimentos separatistas ainda sufocados pela mãe Rússia por meio de incursões militares.

• 20h – Sessão da Noite
 “Armados”

2/7 – SÁBADO
• 16h – Africanidades II
 “Ladrões de Marabaixo”
 “Coroas”

• 18h – Via Urbana
 “Instantes”, de Juliana Muniz Rocha – “Instantes” é um vídeo documentário sobre a exposição desenfreada da vida privada nas redes sociais, principalmente por meio de fotografias. Com o intuito de discutir o narcisismo digital como possível epidemia do século 21, especialistas de fotografia, cultura da internet e psicologia discutem os efeitos que as redes sociais digitais têm despertado na sociedade moderna. O documentário também conta a história do britânico Danny Bowman, 19, que foi considerado o primeiro viciado em selfies do Reino Unido.

 “Efeito Casimiro”, de Clarice Saliby – 08 de março de 1980, 05h20min da manhã: 10.000 pessoas permanecem em silêncio olhando para o céu à espera de um disco voador vindo de Júpiter. Edílcio Barbosa, o mensageiro de Júpiter, havia anunciado a missão extraterrena alguns meses antes e, misteriosamente, o fato ganhou proporções internacionais. Uma história que mais parece filme de ficção científica aconteceu de fato no município de Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro.

 “Ciclo Urbano”, de Edna Akemi, Gabriel Goulart, Ko Ryh Sheng, Raphael Gomes, Tabata Franco e Washington Assis – Um dos principais problemas de uma metrópole é o congestionamento. Na cidade de São Paulo isso é bem evidente, são muitas horas de vida e de trabalho perdidas nos engarrafamentos constantes e prolongados. Acreditamos que a bicicleta é mais uma alternativa viável para fugirmos do caos que nos oferecem, seja para lazer, esporte, ou para transporte, trabalho.

 “Jegues”, de Chris Agnese e Gil Chagas – O jumento, o “grande impulsionador do Sertão” como cantou Gonzagão, durante séculos acompanhou o Homem nordestino, trabalhador incansável, de brandos costumes e perseverança inabalável na lavoura daquelas terras. Tornaram-se irmãos, espelho um do outro. Hoje, com o progresso, a facilidade do crédito e o aumento das rendas, a paisagem sofreu uma mudança radical.

• 19h – Sessão da Noite
 “Levante!”

3/7 – DOMINGO
• 16h – Territórios em Trânsito I
 “Terceira Margem do Rio Unini”
 Kagwahiva – Pelos Caminhos dos Parintins”