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Museu da Língua Portuguesa

Governo de São Paulo e Fundação Roberto Marinho assinam convênio

Publicada em: 22 de janeiro de 2016

Um mês depois do incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, recebeu na tarde desta quinta-feira, 21, o superintendente executivo da Fundação Roberto Marinho, Nelson Savioli, e Luiz Bloch, da organização social ID Brasil para assinatura de convênio, por meio da Secretaria da Cultura, visando ao restauro da Estação da Luz e à reconstrução do Museu da Língua Portuguesa. O gerente administrativo e financeiro da Fundação, Luiz Henrique Cordeiro, também participou do encontro. A Fundação Roberto Marinho foi a responsável pela implantação original do Museu da Língua Portuguesa, em 2006, também mediante convênio com o Estado de São Paulo.

“Assinamos hoje um convênio com a Fundação Roberto Marinho que vai nos ajudar a liderar esse trabalho de reconstrução do Museu. Quero destacar que em tempo recorde, 30 dias, nós estamos com 90% da área liberada e, agora, com esse convênio conseguiremos realizar o trabalho o mais rápido possível”, esclareceu o governador Alckmin, após o encontro realizado no Palácio dos Bandeirantes.

Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o superintendente executivo da Fundação, Nelson Savioli (segundo à esquerda) assinaram convênio para reconstruir Museu da Língua Portuguesa.  Foto: Ciete Silvério/A2img
Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o superintendente executivo da Fundação, Nelson Savioli (segundo à esquerda), assinaram convênio
para reconstruir o Museu da Língua Portuguesa.
Foto: Ciete Silvério/A2img

O atual acordo estabelece que a Fundação Roberto Marinho será a responsável pela execução das obras de reconstrução, restauro e reinstalação do museu, inclusive com revisões museográficas, com colaboração da Secretaria da Cultura do Estado e da ID Brasil, responsável pelo gerenciamento do Museu. A proposta é tomar como base o projeto arquitetônico que orientou o restauro de 2006, com os ajustes necessários para atualização. A exposição original, baseada em recursos de multimídia, está totalmente preservada em um datacenter e será aprimorada.

“Depois de dez anos, acontecer esse desastre foi uma grande fatalidade e nós nos sentimos na obrigação de vir ao governo e nos colocar à disposição para ajudar na reconstrução desse museu único”, disse Nelson Savioli. “A equipe que ajudou a instalar o museu ainda está conosco e ajudará na reconstrução e reinstalação do acervo. Outra coisa que nos deixa confortável é que a equipe que entregou o Museu do Amanhã ao Rio de Janeiro vai estar aqui para ajudar a fazer o Museu da Língua Portuguesa voltar a funcionar.”

O convênio vai garantir celeridade aos esforços iniciais para a continuidade das obras de restauro, que serão alavancadas com a indenização do seguro, já que o edifício tinha apólice contra incêndio no valor total de R$ 45 milhões. A seguradora já vistoriou o local e está analisando o valor final do prêmio. Além disso, a Secretaria também articulará outros parceiros e patrocinadores que já demonstraram interesse em apoiar a recuperação do Museu da Língua Portuguesa.

O trabalho, no entanto, já começou. Menos de 48 horas após o incêndio tiveram início serviços emergenciais com foco inicialmente na liberação das quatro plataformas da Estação da Luz da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Com orientação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), as paredes do terceiro pavimento foram escoradas para garantir a estabilidade necessária à passagem dos trens e à segurança dos passageiros na área de embarque.

Mesmo com a liberação das plataformas, as obras não pararam: desde então, está sendo feita a retirada de entulho e limpeza das lajes, o que já possibilita avaliações técnicas mais acuradas para orientação do trabalho de restauro. Nos próximos dias, será entregue o laudo mais aprofundado indicando quais os impactos do incêndio à estrutura do edifício. Também foi apresentado o projeto de proteção das lajes para cobertura temporária do imóvel durante os trabalhos, protegendo-o contra infiltração de água de chuva.

Enquanto a obra acontece, o Museu da Língua Portuguesa continuará desenvolvendo suas atividades em outros espaços, fazendo jus à proposta que lhe deu origem: seu acervo é a língua viva, falada por todos os povos de lusófanos, nos seus mais variados sotaques e evoluções. Estão sendo planejadas exposições itinerantes pelo interior, fortalecimento da plataforma educativa online e outras ações para o público da capital.