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Museu do Amanhã

Museu do Amanhã em exposição em Portugal

Publicada em: 21 de janeiro de 2016

A sede da Globo Portugal em Lisboa mostra o mais recente museu brasileiro, projetado pelo arquiteto Santiago Calatrava: o Museu do Amanhã. A exposição sobre a mais nova atração turística do Rio de Janeiro fica em cartaz até dia 19 de fevereiro.

Inaugurado em dezembro, no Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã é o projeto mais recente da Fundação Roberto Marinho, que, seguindo as tendências mundiais, pretende oferecer aos visitantes uma experiência interativa, levando-os a refletir sobre o futuro e o impacto que as suas atitudes e comportamentos têm no planeta.
Entre os dias 19 de janeiro e 19 de fevereiro, os portugueses vão poder conhecer um pouco do Museu do Amanhã, na Sede da Globo Portugal, em Lisboa, através de uma mostra que funciona como cartão de visita da exposição original, patente no Rio de Janeiro.

 

Exposição Museu do Amanhã na Globo Portugal
Sede da Globo Portugal exibe mostra sobre o Museu do Amanhã

 

“Neste momento em que tanto se discute o que vai acontecer com o planeta, com a humanidade, caiu essa ficha: por que não fazemos um museu de ciência que editorializa a perspectiva da sustentabilidade?”, explica Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho. O museu tem como missão levar o visitante a rever a sua postura em relação ao futuro da terra e é composto por um percurso narrativo dividido em cinco etapas: De Onde Viemos? Quem Somos? Onde Estamos? Para Onde Vamos? Como Queremos Ir? E como a Terra e a Humanidade estão em constante mutação, o conteúdo do museu será adaptado, à medida que as previsões e os dados forem atualizados.

A apresentação do conteúdo segue a linha de outros museus da Fundação Roberto Marinho. À semelhança dos museus da Língua Portuguesa e do Futebol, o Museu do Amanhã também aposta em instalações audiovisuais, interatividade e jogos. Entre as instalações, destaca-se, por exemplo, o Portal Cósmico, espécie de planetário turbinado que abre a exposição. No seu interior é projetado um filme em 360° criado pela O2, do diretor Fernando Meirelles. Em tom poético, o realizador conta em oito minutos a história do universo, desde a origem até aos dias de hoje.

Além dos vídeos e das mesas interativas, o museu tem um único objeto físico: um churinga, peça da cultura aborígene australiana que representa os conhecimentos passados entre gerações. O museu conta ainda com o “balé de tecidos”, instalação do artista plástico norte-americano Daniel Wurtzel, que representa o movimento das placas tectónicas, das marés, dos ventos e da luz.

O edifício, desenhado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, também merece ser visto. Com 15 mil m² de área construída, avança sobre a baia de Guanabara cercado por um espelho de água, jardins e uma ciclovia. A sua arquitetura futurista é inspirada nas formas da natureza e, como qualquer ser vivo, o edifício muda de aparência, graças ao movimento do telhado.

O Museu do Amanhã é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo, tendo o Banco Santander como Patrocinador Máster. O projeto conta ainda com a BG Brasil como mantenedora e o apoio do Governo do Estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente, e do Governo Federal, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), organização social de cultura sem fins lucrativos vencedora da licitação promovida pela Prefeitura do Rio, é responsável pela gestão do museu.

A mostra sobre o Museu do Amanhã pode ser visitada na sede da Globo Portugal (Avenida Fontes Pereira de Melo, 14), em Lisboa, de 19 de janeiro a 19 de fevereiro, entre as 10h e as 18h, de segunda a sexta-feira. A entrada é gratuita.