Notícias

No Dia do Estudante, jovens contam
como a educação transformou suas vidas

Publicada em: 10 de agosto de 2015

Um aspirante a advogado que encontra sua verdadeira vocação como engenheiro florestal. Um estudante com dificuldade de aprender descobre a alegria do conhecimento. O jovem que sonha ser médico se esforça no limite de suas forças. Histórias que mostram como a educação pode transformar vidas celebram o Dia do Estudante, comemorado nesta terça-feira – a data, 11 de agosto, homenageia o dia em que Dom Pedro I criou os dois primeiros cursos superiores do Brasil, em 1827.

 

Adolfo, do Aprendiz Legal, e Natan, do Alumbrar

Adolfo, do Aprendiz Legal, e Natan, do Alumbrar: descoberta do prazer de aprender

O paraense Marllisson Borges preparava-se para a faculdade de Direito e nunca tinha ouvido falar em Engenharia Florestal, mesmo morando às margens do Rio Xingu, em Altamira. Até que as atividades sobre manejo florestal do programa Florestabilidade, implementado em sua escola, chamaram sua atenção. “A profissão de engenheiro florestal foi a grande novidade do ano para mim, ali descobri o que queria fazer. Pode parecer utópico, mas sempre tive vontade de trabalhar em algo que ajudasse as pessoas. Aqui na Amazônia, nosso laboratório é o nosso quintal”, diz ele. Hoje, aos 19 anos, Marllisson cursa Engenharia Florestal na Universidade Federal do Pará (UFPA), tem bolsa de pesquisa e torce pela divulgação das chamadas profissões verdes, como Geografia e Biologia. “A cidade já foi muito íntima da floresta, todos têm parentes que trabalharam em madeireiras”, lembra Marllisson, que acredita que a educação trará mais desenvolvimento à região. “Educação é o caminho para a realização pessoal e a prosperidade”, defende.

Florestabilidade: Marllisson promoveu visita de estudantes à universidade

Marllisson (à esq.) promoveu visita de estudantes à universidade

 

Nas redes sociais, os jovens mandam recado para o #DiadoEstudante. Veja o vídeo

O estímulo para estudar às vezes surge depois da entrada no mercado de trabalho, como aconteceu com o carioca Adolfo Amorim, 20 anos. Ele teve a oportunidade de seu primeiro emprego no programa Aprendiz Legal, que auxilia as empresas a cumprir a Lei da Aprendizagem. Na empresa, ganhou maturidade, conheceu novas culturas e descobriu a área de publicidade, curso que agora segue na faculdade. Morador da Baixada Fluminense, Adolfo acorda às 4h20 para ir à aula, segue para o trabalho à tarde e ainda enfrenta duas horas de trânsito na volta para casa. Mas tem certeza de que o esforço vale a pena. “Não é fácil, mas quando a gente tem foco, supera os obstáculos. Faço com gosto”, diz ele, aos 20 anos. “A educação liberta. Entrei no Aprendiz Legal com uma mentalidade e saí de lá pensando de uma forma totalmente diferente. Quebrei vários tabus”, conta ele, que viu até a relação com os pais melhorar. “Hoje sou mais respeitado, minha opinião é ouvida e eles reconhecem que tenho responsabilidade”, comemora.

Para quem ainda está no começo do caminho, a caminhada pode parecer longa. O paraibano Natan Oliveira, aos 14 anos, estava atrasado na escola e sem estímulo para “prestar atenção”, como ele diz. Entrar no Telecurso Alumbrar – com a metodologia Telessala, que valoriza a socialização e o protagonismo dos jovens – fez toda a diferença. “Aqui todo mundo participa, socializa, se ajuda. Não é só copiar do quadro. Agora eu estou vivendo a aula. Antigamente, era só a minha pessoa em sala, agora minha alma também está aqui”, empolga-se ele, que sai da periferia de João Pessoa para as aulas na cidade. O interesse na escola também melhorou o comportamento em casa e trouxe novos horizontes. “Você vê seus amigos todos passando de ano e pensa: ‘Vou estudar agora!’. Para quem está no começo da escola ou está atrasado, eu digo: não desista, estude. É muito bom e você vai ter um futuro melhor.”

Bruna, do Prêmio Jovem Cientista, e Filipi, do #EnenmnoFutura
Bruna, do Prêmio Jovem Cientista, e Filipi, do #EnenmnoFutura: estudar é conhecer melhor o mundo

A catarinense Bruna Maran, 18 anos, sempre seguiu esse conselho – “Se estou sem nada para fazer em casa, eu estudo”, conta – e viu seus esforços serem reconhecidos com o terceiro lugar na categoria Ensino Médio no Prêmio Jovem Cientista. Ela desenvolveu, com o auxílio de uma orientadora, um biscoito que reaproveita resíduos da soja, geralmente descartados pela indústria na região da cidade de Descanso, onde mora. Com seu projeto, abordou a questão ambiental do descarte e destacou o valor nutricional do resíduo okara. “Gosto de descobrir como resolver um problema. Estudar é uma forma de conhecer melhor o mundo e abre caminho para nossa formação como cidadão”, defende Bruna.

Tão dedicada quanto ela também é o mineiro Filipi Leite, que sai de casa às 6h e volta às 22h, emendando aulas na escola e no curso preparatório para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Em casa, ele estuda mais um pouco, até de madrugada. Aos 17 anos, Filipi não mede esforços para realizar o sonho de cursar Medicina e compartilha sua trajetória na websérie #Enemno Futura – que acompanha quatro estudantes de várias regiões do país -, exibida pelo Canal Futura na TV e no site. “Gravar a série é uma forma de relaxar e também de estudar. Quando a gente mostrou nossa vizinhança, por exemplo, pôde rever conceitos de Geografia”, lembra ele, que estimula os jovens a não desistir de seus sonhos. “A educação leva a gente muito mais longe.”