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Museu da Língua Portuguesa

Seminário celebra memória do Museu da Língua Portuguesa

Publicada em: 2 de maio de 2016

O seminário Museu da Língua Portuguesa – Conquistas e Desafios discute, nesta segunda e terça-feira, dias 2 e 3 de maio, as conquistas do museu e os caminhos para sua reconstrução, após o incêndio de dezembro de 2015. O evento é realizado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho e a organização social ID Brasil e reúne profissionais das áreas de patrimônio e cultura no auditório da Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Em 10 anos de atividade, o Museu da Língua Portuguesa – que abriu as portas ao público em 21 de março de 2006 – recebeu cerca de 4 milhões de visitantes. “O Museu da Língua Portuguesa inaugurou um novo tipo de instituição museológica no Brasil. No momento em que nos preparamos para sua reconstrução, é importante analisar os resultados conseguidos nestes 10 anos e refletir sobre o seu futuro, para que continue sendo uma importante referência cultural no mundo lusófono”, afirma o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Marcelo Mattos Araujo.

“Quando o Governo do Estado de São Paulo convidou a Fundação Roberto Marinho a criar um projeto de restauro e revitalização de um dos prédios históricos mais importantes de São Paulo, a centenária Estação da Luz, pensamos em um espaço para celebrar a nossa identidade. A partir daí, avançamos para a concepção de um museu que proporcionasse ao visitante a perspectiva de que a língua não é apenas uma ferramenta para comunicação: é um valioso patrimônio imaterial que diz respeito ao que pensamos, fazemos e sonhamos. Ao realizar esse seminário, celebramos a memória do Museu da Língua Portuguesa, que se consolidou como um dos mais visitados do país e uma iniciativa ímpar no mundo da comunidade lusófona, premiado e reconhecido por sua inovação”, destaca Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho.

“Após momentos difíceis, todos nos unimos para uma saudável discussão sobre as conquistas de um dos Museus mais visitados e queridos do Brasil e para, juntos, construirmos mais uma fase em sua trajetória, que, certamente será longa e dinâmica como nosso próprio idioma”, completa o diretor do Museu, Antonio Carlos Sartini.

Participam do seminário profissionais envolvidos na criação e implantação do Museu, representantes de instituições portuguesas e integrantes de equipes do atual projeto de restauro. Dentre eles, o diretor Antonio Carlos Sartini; o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto; o diretor-executivo do ID Brasil, Luiz Bloch; a presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Laborinho; o arquiteto e coautor do projeto original do Museu, Pedro Mendes da Rocha; os curadores da Praça da Língua, José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovsky; o diretor do programa Gulbekian de Língua e Cultura Portuguesa, Rui Vieira Nery; e a presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus, Maria Ignez Mantovani Franco.

 

Convênio para reconstrução

Em janeiro de 2016, foi firmado convênio entre a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho e a organização social ID Brasil, com o objetivo de reconstruir o Museu da Língua Portuguesa no menor prazo possível. Com esse mesmo objetivo, em 21 de março, o Governo do Estado de São Paulo e a Fundação Roberto Marinho deram início a uma articulação junto à iniciativa privada para formar uma aliança solidária em apoio à reconstrução e restauro das áreas afetadas pelo incêndio, contemplando, também, atualizações da concepção curatorial, expográfica e do projeto de acessibilidade.

Ações emergenciais
Estão sendo realizadas ações emergenciais no Museu da Língua Portuguesa, com o objetivo de preservar o conjunto arquitetônico protegendo das chuvas e retirando os escombros para liberar os espaços para os trabalhos de restauro e recuperação. São elas: impermeabilização das lajes expostas, a instalação de sistemas de drenagem e a construção de uma sobrecobertura provisória.Também estão em andamento as negociações com a seguradora do Museu para definir o valor final da indenização, assim como a adaptação do projeto, tomando como base o projeto original desenvolvido pelo escritório dos arquitetos Pedro e Paulo Mendes da Rocha para o restauro anterior, finalizado em 2006.