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Museu da Língua Portuguesa

Veja aqui a programação completa do MLP na Flip

Publicada em: 14 de julho de 2017

Literatura, língua portuguesa, as identidades na comunidade lusófona e a cultura da região de Paraty se unem na programação do Museu da Língua Portuguesa na Flip, que será realizada na Casa da Cultura. A programação literária, com mesas-redondas e oficina, será realizada em parceria com a Revista Pessoa – publicação voltada para a produção literária de língua portuguesa – com autores, editores, jornalistas e livreiro brasileiros e portugueses.

O Museu da Língua Portuguesa na Flip é uma iniciativa do Governo do Estado, em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado, da Fundação Roberto Marinho, da EDP e do Grupo Globo. Veja aqui a programação completa:

Exposição Praça da Língua
26 de julho a 27 de agosto
Casa de Cultura de Paraty – Salão nobre
Grátis
Instalação audiovisual que recria a experiência-símbolo do Museu da Língua Portuguesa: a Praça da Língua. Uma espécie de “planetário da língua”, onde o universo da palavra é reverenciado em um espetáculo de som e luz que apresenta joias da língua portuguesa escrita, falada e cantada, em uma sequência de peças de canto e literatura das diversas regiões do Brasil e dos países lusófonos.

Oficina – Ortografia também é gente
27 de julho – 15h às 17h
Casa da Cultura de Paraty – Salão nobre
Linguagem, língua e tecnologia. A oficina pretende mostrar como trabalhar a palavra, compreender seus usos e seus sentidos na era digital. Ministrada por Ana Elisa Ribeiro
Ana Elisa Ribeiro nasceu em 1975, em Belo Horizonte, cidade onde vive. É autora de livros de poesia, conto, crônica e literatura infanto-juvenil, por diversas editoras brasileiras. Bacharel e licenciada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, onde também se formou mestre e doutora em Estudos Linguísticos. É professora e pesquisadora nos campos da Linguística Aplicada e da Edição, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.
Sujeito à lotação – distribuição de senhas 15 minutos antes
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Esquina do Rap
27 de julho – 20h às 21h
Casa da Cultura de Paraty – Pátio

Movimento de rua Esquina do Rap promove a cultura hip hop em Paraty estimulando a liberdade de expressão e a cultura.

Mesa de abertura daprogramação da Praça da Língua: Que o mar unisse, já não separasse
28 de julho – 11h às 13h
Casa da Cultura de Paraty – Salão Nobre.

A busca de um sentido para a lusofonia, com seus pontos de contatos e suas fricções. Diferenças que unem ou separam? Uma perspectiva histórica sobre a língua portuguesa e uma reflexão sobre o seu futuro e seu lugar no mundo. Com quais instrumentos fazer avançar esse mar? Com Alison Entrekin, Ana Elisa Ribeiro, Luciana Araújo Marques e José Pinho.
Mediação: Leonardo Tonus (coordenador dos Estudos Lusófonos da Sorbonne)

Alison Entrekin é tradutora literária australiana radicada no Brasil. Verteu para o inglês “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, “O filho eterno”, de Cristovão Tezza, “Perto do coração selvagem”, de Clarice Lispector, e “Budapeste”, de Chico Buarque, entre outros. Está trabalhando na tradução de “Grande Sertão: Veredas”.

Ana Elisa Ribeiro nasceu em 1975, em Belo Horizonte, cidade onde vive. É autora de livros de poesia, conto, crônica e literatura infanto-juvenil, por diversas editoras brasileiras. Bacharel e licenciada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, onde também se formou mestre e doutora em Estudos Linguísticos. É professora e pesquisadora nos campos da Linguística Aplicada e da Edição, no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais.

Luciana Araujo Marques é mestre em Teoria Literária (USP) e doutoranda em Teoria e História Literária (Unicamp). É jornalista e atua no mercado editorial. Está entre os autores selecionados pelo programa Rumos Literatura, do Itaú Cultural, que teve como objetivo apresentar novos nomes da produção crítica brasileira com foco na produção literária contemporânea do Brasil, tendo como resultado a publicação do livro de ensaios “Protocolos Críticos” (2009). Participa do grupo de estudos sobre Graciliano Ramos com o professor Benjamin Abdala e se debruça sobre a influência do Brasil em países de língua portuguesa na África. É colunista da revista Pessoa.

José Pinho. Formado em Línguas e Literaturas modernas, foi editor da revista Devagar e largou a direção de uma importante agência de publicidade para se dedicar ao mundo dos livros. Hoje é dono da icônica livraria Ler Devagar e da histórica Ferin, transformou Óbidos em vila literária, segundo classificação da Unesco, e idealizou o Festival Fólio, com qual pretende estreitar laços entre escritores do universo lusófono.
Sujeito à lotação – distribuição de senhas 15 min antes
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Mesa “Sentir é criar”
28 de julho – 13h30 às 14h30
Casa da Cultura de Paraty – Pátio.

Procuraremos por meio do sensacionismo, movimento criado por Fernando Pessoa, tocar em temas que estão muito presentes no debate público atual. Sentir o quê? Sentir como? É possível pensar com o sentimento ou sentir com o pensamento, como concebia Pessoa? Tentaremos perceber como uma “análise intelectual do sentimento” pode nos ajudar a compreender os mecanismos que engendram os fantasmas da contemporaneidade, como o medo e o ódio. A literatura, em sua plenitude estética, como potência criadora e política.

Com intervenção de leitura performática da obra de Fernando Pessoa e dosautores convidados da mesa. Com Maria Esther Maciel, Bruna Beber, Ricardo Aleixo e António Carlos CortezMediação: João Gabriel de Lima (Revista Época).

Ricardo Aleixo é poeta, artista visual e sonoro, cantor, compositor, ensaísta e editor. Publicou, entre outros, os livros “Impossível como nunca ter tido um rosto” (2016), “Modelos vivos” (2010 – um dos 10 finalistas dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti 2011) e “Trívio” (2001). Integra antologias, coletâneas e edições especiais de revistas e jornais dedicados à difusão da poesia brasileira nos EUA, na Argentina, em Portugal, na França, de País de Gales, em Angola e no México. É curador da Feira de Inutensílios. Edita a revista Roda – Arte e Cultura do Atlântico Negro e a Coleção Elixir, de plaquetes tipográficas. É colunista da Rádio Inconfidência FM. Colunista da Revista Pessoa.

Maria Esther Maciel é escritora, pesquisadora e professora de literatura da UFMG. Publicou, entre outros livros, O livro de Zenóbia (ficção, 2004), A memória das coisas (ensaios, 2004),O livro dos nomes (ficção, 2008), As ironias da ordem
(ensaios, 2010), A vida ao redor (crônicas, 2014) e Literatura e animalidade (ensaio, 2016).

Bruna Beber. A poesia de Bruna Beber (Duque de Caxias, 1984) combina de maneira original humor e melancolia para falar dos azares da vida amorosa, revelar breves instantâneos da paisagem urbana brasileira e refletir sobre o próprio ofício de escritora, driblando com igual habilidade o solene e o banal. Seus poemas, reconhecidos entre os mais importantes de sua geração, já foram publicados em revistas e antologias no Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos,
México e Portugal. Bruna é autora de A fila sem fim dos demônios descontentes (2006), Balés (2009), Rapapés & apupos (2012), Rua da padaria (2013) e, recentemente,Ladainha.

António Carlos Cortez (Lisboa, 1976). Poeta, professor de Literatura Portuguesa, ensaísta e crítico literário (colaborador permanente do Jornal de Letras e das revistas Colóquio-Letras e Relâmpago), publicou desde 1999 dez livros de poesia, os dois últimos já em 2016: A Dor Concreta – antologia pessoal 1999-2016 (Tinta-da-China) e Animais Feridos (Dom Quixote). Está publicado no Brasil na editora Jaguartirica, do Rio de Janeiro, com a antologia O Tempo Exacto e traduzido em edição bilingue (poemas em inglês, castelhano, alemão, italiano, francês, holandês e romeno), no Lirikline – European Poetry Observatory. Finalista do Correntes d’Escritas – Festival Literário Casino da Póvoa 2017. Recebeu em 2011 o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para melhor livro de poesia de 2010 com Depois de Dezembro (editora Licorne).

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Jongo do Quilombo do Campinho da Independência
28 de julho – 20h às 21h
Casa da Cultura de Paraty – Pátio

O Quilombo do Campinho da Independência é uma comunidade afro-rural da região. Hoje desenvolve um programa de Turismo Étnico-Ecológico para melhorar a vida do povo que vive no quilombo, tem uma Casa de Artesanato e um Restaurante Comunitário, que oferece a melhor feijoada da região, incentiva a agroecologia e serve como palco de maravilhosos momentos culturais.

Os Caiçaras
29 de julho – 20h às 21h
Casa da Cultura de Paraty – Pátio

A ciranda, conhecida dança de roda, é tradição em diversas regiões do nosso Brasil. Em Paraty, a ciranda que encanta moradores e visitantes reflete a origem cultural caiçara com traços expressivos da colonização brasileira. Remete às danças europeias de salão e às palmas e batidas indígenas.

O grupo de Cirandeiros “Os Caiçaras” surgiu em 1993, em uma brincadeira entre irmãos e amigos na festa do Divino. Primeira formação Edílson Pádua, Antonio Carlos Passos, José Renato Passos, Leônidas Passos, Sergio Márquez, Cezar Viana (Nego) e Marcos Luis Porto (Dudu do Baiaco).

Coral indígena Guarani da Aldeia Itaxi
Dia 30/07 – domingo, das 14h às 15h
Casa da Cultura de Paraty – Pátio

Encerramento da programação com o coral infantil indígena Guarani da Aldeia Itaxi. Formado por crianças e adolescentes, o coral recupera instrumentos antigos, músicas e a ancestral cultura musical da etnia Guarani.