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Museu da Língua Portuguesa

Projeto com operários trabalha arte, cultura e sustentabilidade na reconstrução do Museu da Língua Portuguesa

Publicada em: 7 de março de 2018

Expressões artísticas como pintura e escultura estão sendo incorporadas ao dia a dia dos operários que participam da reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo. A vivência da arte, da cultura e da relação com a língua portuguesa faz parte do projeto Canteiro de Artes, um ateliê multicultural instalado nas obras de restauração do Museu. A Fundação Roberto Marinho está à frente da aliança solidária para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa e da implantação do Canteiro de Artes.

Em encontros quinzenais, os operários conhecem mais sobre artes plásticas e como a cultura se aproxima do trabalho que fazem no dia a dia. Nas atividades, utilizam materiais descartados da obra para criar seus próprios trabalhos artísticos. Em diálogo com o conceito do Museu, os encontros também exploram a linguagem, as formas de expressão e a comunicação, de maneira a mostrar como os falantes da língua portuguesa são também cocriadores do idioma.

“É uma experiência que dispara o interesse pela educação e pela cultura e faz o operário entender que ele também é construtor de conhecimento”, diz o arquiteto Arthur Zobaran Pugliese, diretor institucional da OSCIP Mestres da Obra, que desenvolve os encontros do Canteiro de Artes e há mais de 15 anos promove atividades artísticas com profissionais da construção civil.

O objetivo do Canteiro de Artes é criar um espaço de educação artística que valorize os saberes, o trabalho e aproxime a cultura do cotidiano dos profissionais envolvidos na reforma do prédio, de forma a desenvolver uma reconstrução inclusiva e educativa. “No Museu da Língua Portuguesa, damos voz a diferentes saberes e falares. Nesse sentido, poder dialogar e trocar conhecimento com os trabalhadores diretamente envolvidos na reconstrução é uma experiência muito rica”, diz a gerente geral de Patrimônio da Fundação Roberto Marinho, Lucia Basto. “Trabalhamos com o conceito de que o museu está sendo reconstruído, mas é a nossa língua que está sempre em construção. Com o Canteiro de Artes, trabalhadores percebem que tanto contribuem com a recuperação do prédio quanto enriquecem o conteúdo do museu”, completa.

As atividades acontecem durante o horário de trabalho, para grupos de operários, e vão ser realizadas ao longo do ano. No decorrer do projeto, o ateliê vai se tornando um pequeno museu de memórias – a inspiração é o conceito de gabinete de curiosidades, lugar onde se costumava guardar e colecionar tanto objetos de arte, de caça, com valor cultural e também quinquilharias, as “maravilhas” raras ou curiosas. Ao fim, a produção do ateliê será apresentada ao público.

O Canteiro de Artes faz parte do projeto de reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, que é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador máster a EDP, patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp e apoio do Governo Federal, por meio da lei federal de incentivo à cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do Museu. O Canteiro de Artes conta com apoio da construtora Concrejato e da OSCIP Mestres da Obra.

Saiba mais sobre a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa em museudalinguaportuguesa.org.br