Notícias

Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa na Bienal do Livro mobiliza educadores e jovens

Publicada em: 3 de outubro de 2017

O espaço do Museu da Língua Portuguesa na 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, inspirou educadores e jovens que lotaram os corredores do evento, realizado entre os dias 31 de agosto e 10 de setembro. Seguindo o espírito que consagrou o Museu da Língua Portuguesa, as ações na Bienal reuniram tecnologia, literatura e interação com os diversos públicos, para celebrar esse idioma falado em nove países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste). O Museu está sendo reconstruído em São Paulo, depois do incêndio que o atingiu em dezembro de 2015. Mais de 680 mil pessoas visitaram a Bienal em 11 dias de evento.

 

Uma instalação audiovisual recriou a experiência-símbolo do Museu: a Praça da Língua, espécie de “planetário do idioma” que homenageia a língua escrita, falada e cantada, em um espetáculo imersivo de som e luz. A experiência, em um cubo de 6mx5m, recupera extratos do áudio original do Museu da Língua Portuguesa, criado com curadoria de Arthur Nestrovski e José Miguel Wisnik. São trechos clássicos da poesia, prosa e música produzidas em língua portuguesa – de Carlos Drummond de Andrade a Dorival Caymmi, passando por Fernando Pessoa, Nelson Rodrigues e Lamartine Babo –, interpretados por nomes como Maria Bethânia e Matheus Nachtergaele.

O espaço promoveu também atividades educativas que celebraram a língua portuguesa, em três eixos: suas origens e seus usos diversos, que fazem dos falantes também “autores” do idioma; as palavras como elementos visuais, a partir do idioma escrito; e a língua que se torna literatura. A programação educativa foi desenvolvida em parceria com a curadora do espaço infantil da Bienal do Livro, Daniela Chindler.

Nos varais do painel “Palavras que nos definem”, por exemplo, bonequinhos eram o suporte em que os visitantes eram convidados a escrever palavras que os definiam. Deste balé de acrílico, canetinhas e ideias, surgiam desenhos, mensagens e autoconhecimento. A professora Beatriz Marins, de Niterói, saiu decidida: vai levar a atividade para a sala de aula, onde trabalha com crianças com deficiência. “Ao trabalhar formas de as crianças conhecerem a si mesmas e ao ao outro, mostramos que ninguém é igual a ninguém: todos somos especiais. Elas vão adorar fazer os bonequinhos”, prevê.

MLPnaBienal3  MLPnaBienal1

Já em Monte o Seu Poema, em que o público criavam seus próprios textos, usando ímas com palavras tiradas do poema Canção do Exílio (Gonçalves Dias) e Epigrama (Gregório de Matos). “É uma forma de nós percebermos novas formas de interação e de criação”, analisou a professora Georgiana Lacerda, que levou uma turma de estudantes. A atividade Palavras que vestimos mostrava a origem de palavras que usamos no dia a dia, como peças de roupa, chapéu, bijuterias, entre outras. E o totem Como falamos mostrava expressões utilizadas em todos os países da comunidade lusófona e seu correspondente no Brasil.

O Museu da Língua Portuguesa na 18ª Bienal Internacional do Livro Rio foi uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo, da EDP e do Grupo Globo.

 

Museu está em reconstrução em São Paulo

O Museu da Língua está sendo reconstruído, em São Paulo, após o incêndio que o atingiu em dezembro de 2015. Estão em curso, atualmente, as obras de restauro da fachada e esquadrias. A inauguração está prevista para 2019. Seu acervo, o patrimônio imaterial da língua, continua sendo celebrado por meio de atividades como as realizadas durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho, quando foi montada pela primeira vez a instalação Praça da Língua. Em maio, no saguão da Estação da Luz, em São Paulo, foram realizadas atividades culturais para a celebração do Dia Internacional da Língua Portuguesa.

Em 10 anos de funcionamento na Estação da Luz, em São Paulo, o Museu recebeu cerca de 4 milhões de visitantes (319 mil destes em ações educativas). Primeiro do mundo totalmente dedicado a um idioma, trouxe ao país um novo conceito museográfico, que alia tecnologia e educação. Com uma narrativa audiovisual e ambientes imersivos, permitiu aos visitantes descobrir novos aspectos do idioma, elemento fundador da cultura do país.

O Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Tem como patrocinador máster a EDP, como patrocinadores o Grupo Globo e o Grupo Itaú e o apoio do Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O IDBrasil é a organização social responsável pela gestão do Museu.