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Futura debate educação e juventude Bienal do Livro

Publicada em: 13 de setembro de 2017

Com curadoria do Canal Futura, o 2º Fórum de Educação, realizado dias 4 e 5 de setembro na 28ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, contou com a participação de nomes como Flavia Oliveira, Wolney Candido de Melo e Tião Rocha.

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Forum debateu temas como racismo na escola

Enxergar o estudante como protagonista da aprendizagem; buscar uma escola que faça sentido e acolher as identidades e diferenças, de forma a evitar a exclusão, foram alguns dos desafios que mobilizaram a conversa entre os professores e especialistas no primeiro dia do Fórum, com mediação de João Alegria, diretor do Futura. “Educação só existe no plural: eu e o outro. Para gerar aprendizagem e haver troca, é preciso estabelecer o equilíbrio entre os diferentes, não reforçar as desigualdades”, defendeu o educador Tião Rocha, um dos convidados do debate, que contou sobre sua experiência no trabalho com crianças e jovens em lugares como o Vale do Jequitinhonha e o interior do Maranhão.

Já a jornalista Flávia Oliveira, uma das apresentadoras do encontro, destacou as causas para os altos índices de evasão escolar, especialmente entre jovens negros e pobres. “As desigualdades vão se perpetuando. A escola é o primeiro espaço em que a criança percebe o racismo: ela muitas vezes tem a percepção de que aquele lugar não é para ela”, diz Flávia, citando ainda baixa renda, más condições de habitação e vulnerabilidade familiar como fatores que contribuem para a evasão escolar. A professora guarani Sandra Benites emocionou o público com sua trajetória no ensino e no resgate da cultura indígena, dentro da comunidade guarani. “Muitas vezes, falta acolhimento e entendimento do jovem indígena nas escolas em geral, o que faz com que eles desistam de estudar. Esse esquecimento da identidade é uma violência simbólica muito grande”, contou.

O último dia do Fórum de Educação foi marcado pela emoção. O encontro foi mediado por Mônica Pinto, gerente de Desenvolvimento Institucional da Fundação Roberto Marinho. A professora Diva Guimarães iniciou o debate e emocionou o público com sua história de vida e luta contra o racismo, o gosto pela leitura e educação. “Passei por muitas situações difíceis na minha vida. Lutei para aprender, para ler e estudar. E escolhi ser professora para que não deixar que façam com os meus alunos que já fizeram comigo”, diz Diva, ressaltando que o professor deve tomar cuidado com o que diz em sala de aula. “Ele é capaz de ‘destruir’ a vida de um aluno”.

A educação integral, a reforma do ensino médio, a base nacional comum curricular e as metodologias aplicadas ao trabalho com a juventude também foram alguns dos temas levantados durante o Fórum de Educação, que também contou com a participação de Jessé Andarilho, jovem escritor; Angela Dannemann, superintendente da Fundação Itaú Social; Olavo Nogueira, diretor de Políticas Públicas do Todos pela Educação; Cleuza Repulho, ex-secretária de educação e Renato Noguera, doutor em filosofia e professor da UFRRJ.