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Empresas, sociedade civil, OIT e UNICEF lançam iniciativa "Um Milhão de Oportunidades" para adolescentes e jovens

Publicada em: 29 de outubro de 2020

O Brasil conta hoje com a maior geração de adolescentes e jovens de sua história: são mais de 48 milhões de pessoas de 10 a 24 anos no País. É urgente ofertar oportunidades para que cada um deles possa ter acesso a uma educação de qualidade, seja incluído digitalmente e conte com oportunidades decentes no mundo do trabalho, adequadas à sua faixa etária. Esse senso de oportunidade levou à criação da iniciativa “Um Milhão de Oportunidades”, lançada nesta quarta-feira por empresas, sociedade civil, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A iniciativa tem foco nos adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, em especial aqueles em situação de vulnerabilidade – como negros e pardos, indígenas, adolescentes e jovens moradores de periferias urbanas e áreas rurais e pessoas com deficiência. Nos próximos dois anos, a meta é gerar um milhão de oportunidades, em quatro pilares principais: acesso à educação de qualidade; inclusão digital e conectividade; fomento ao empreendedorismo e protagonismo de adolescentes e jovens; e acesso ao mundo do trabalho em oportunidades de estágio, aprendiz e emprego formal.

“Nós temos a responsabilidade, não só como empresas, mas também como cidadãos, de oferecer apoio para auxiliar o desenvolvimento integrado da juventude. Devemos cuidar, incentivar e apoiar o ensino de todos os jovens, principalmente os que se encontram em situação de vulnerabilidade, pois neles creditamos a esperança de um Brasil mais justo e igualitário. Temos que trabalhar para garantir mais oportunidades para todos”, afirma Juliana Azevedo, CEO da P&G Brasil.

No Brasil, um em cada quatro adolescentes e jovens não estuda, nem trabalha. O ensino médio é a etapa com maiores índices de evasão escolar. Em 2018, mais de 458 mil adolescentes deixaram a escola. “Com a pandemia da Covid-19, esses números podem aumentar ainda mais. É essencial investir, agora, nos adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade, criando oportunidades para que se mantenham aprendendo e consigam ingressar no mundo de trabalho. Só assim será possível quebrar o ciclo de pobreza que afeta tantas famílias”, explica Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

“A inclusão qualificada dos jovens no mundo do trabalho, com as condições para que possam seguir com os estudos e completar sua escolaridade, é uma questão-chave para o desenvolvimento do país. Ficamos felizes de participar da iniciativa “Um Milhão de Oportunidades”, que vai ao encontro da atuação da Fundação em seus mais de 40 anos de trajetória, sempre voltada para o enfrentamento dos desafios da juventude brasileira”, diz Wilson Risolia, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho.

Os avanços rápidos da tecnologia têm impactos profundos no mercado de trabalho. Com isso, as desigualdades no Brasil podem se ampliar ainda mais, excluindo adolescentes e jovens que estão em situação de vulnerabilidade e não têm formação profissional.

“Um dos efeitos da crise é que o futuro do trabalho está chegando com uma rapidez maior do que antecipado. Isso oferece riscos e oportunidades para a inserção no mercado de trabalho formal de jovens que estão se formando e começando a trajetória profissional, em especial para aqueles em situação de vulnerabilidade. Como a procura das empresas por novas competências e qualificações vai crescer, é preciso preparar a juventude para esse cenário com ações inovadoras”, disse Martin Hahn, diretor do Escritório da OIT no Brasil.

Para rever esse cenário, é fundamental investir na juventude. Adolescentes e jovens têm um potencial extraordinário para enfrentar desafios e impactar positivamente o País. Eles são nativos digitais, com alta capacidade de trabalhar em rede; buscam propósito na vida profissional; e têm energia e conhecimento para desenvolver soluções inovadoras. Ofertar oportunidades para essa geração é investir no presente e no futuro do Brasil.

“Investir nas juventudes não é apenas investir no futuro, mas também trazer novas visões criativas e rebeldes que são naturais das juventudes. Aliadas à experiência de grandes empresas com anos de atuação no Brasil, podem transformar a relação dessas empresas com a sociedade brasileira. Com uma oportunidade um jovem da favela pode mudar sua comunidade. Com um milhão de oportunidades, jovens potentes podem transformar o Brasil”, diz Patrick Pereira, membro do Conselho Jovem do UNICEF.

A iniciativa “Um Milhão de Oportunidades” contará com uma plataforma digital (1mio.com.br) para auxiliar adolescentes e jovens na busca de informações acessíveis e de qualidade sobre oportunidades e formação para o mundo do trabalho, incluindo informações desagregadas por regiões. Todas as oportunidades poderão ser acessadas no site e no aplicativo, que vão contar com um monitoramento sobre o preenchimento efetivo de cada oportunidade pelas empresas que participam por meio de um acordo de adesão.

Evento de lançamento
Para marcar o lançamento da iniciativa, representantes do UNICEF e da OIT, jovens e grandes nomes do setor privado se reuniram em evento transmitido por meio do YouTube, e no canal 500 da ClaroTV, às 10h30, no dia 28 de outubro.

Sobre a iniciativa “Um Milhão de Oportunidades”
“Um Milhão de Oportunidades” é parte do programa global Generation Unlimited (Geração Que Move, no Brasil), que reúne nove organizações das Nações Unidas (incluindo o UNICEF e a OIT), empresas multinacionais e sociedade civil.

No Brasil, o Comitê Programático da iniciativa é composto por UNICEF, OIT, Fundação Roberto Marinho, Itaú Social, Instituto Unibanco, United Way e quatro adolescentes. Até agora, a iniciativa brasileira conta com a adesão de empresas como Aegea, Americanas, Bayer, B2W Digital, Cia de Talentos, Colgate, Google, Heineken, Magazine Luiza, Mastercard, Novotec, P&G, PwC, Saint Gobain, Stefanini, Unilever e Wall Jobs. Fazem parte da iniciativa, também, ASEC, CIEE, CNC, CNI, Instituto Claro, Jovens do Brasil, LIDE Futuro, Pacto Global, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico de São Paulo e Valor Econômico.